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Aula do dia 18/06

Olá pessoas!!
Hoje irei fazer a reflexão do texto "Práticas de Linguagem Oral e Alfabetização Inicial na Escola: Perspectiva Sociolínguistica" de Erik Jacobson.
Este texto assemelha-se em alguns aspectos com o texto de Teberosky trabalhado anteriormente. O autor nos traz uma abordagem à necessidade que há, de nós educadores, em utilizarmos o que as crianças já trazem de casa, seu ambiente cultural, se tem ou não o costume de leitura e escrita. Isso pode influenciar, mas não determina o sucesso ou fracasso dessa criança. Quando a criança adentra-se no ambiente escolar, acredita que irá encontrar uma linguagem familiarizada com a que ela já está afeiçoada, ao encontrar um contexto totalmente diferente de sua realidade, a adequação a este novo contexto, será mais complexo.
O texto enfatiza que a alfabetização está abertamente ligada a questão da identidade social e por isso não se trata apenas de dominar a prática das letras. A diversidade que se encontra em uma sala de aula, nos permite fazer uso de múltiplas alfabetizações ao invés de seguir um único padrão .
É bem simpático quando o autor diz que se a criança não consegue aprender novas práticas letradas, e se a professora desvaloriza as práticas letradas do ambiente que ela deriva, é claro que a escola está falhando e não o aluno. Tem-se o hábito de dizer que o fracasso escolar é culpa do aluno, porém, nesse texto o autor mostra o despreparo da escola em atender alunos com realidade diferente da que ela oferece.
Achei bem interessante a abordagem que o autor apresenta com o exemplo Americano e Europeu, onde algumas escolas oferecem o ensino bilingue e a dificuldade que os imigrantes têm em manter esse direito de alfabetizarem seus filhos na língua materna e na língua do país onde estão morando, geralmente guiadas por questões políticas e econômicas. A alfabetização é um ato comunicativo e deve acontecer de acordo com cada contexto. É respeitável que a escola considere a norma padrão de fala, mas, levando o aluno a conhecer a variedade que existe dentro de uma mesma língua .
É fato que nossa língua sofre diferenças dentro do nosso próprio país, o significado de uma palavra em um estado é diferente em outro. Até mesmo quando fiz um curso de LIBRAS (língua brasileira de sinais) percebi que também existem essas diferenças.
No estágio, que realizei em uma creche municipal, aqui na Baixada, perto da minha casa. Fiquei na turma de 4 anos, Vi que as crianças não se identificavam muito com o que se aplicava na creche. Por exemplo, A professora levou para a sala um mural com o nome das profissões e colocou: médico, engenheiro, entre outras totalmente fora da realidade dessas crianças. Teve uma menina que disse que a profissão do seu pai era de “derrubar” policiais que subiam o morro, a professorar disse-lhe que isso não era profissão, mas, no entender dela (da menina) era. Bem isso retrata bem o absurdo de se estar totalmente fora da realidade local da criança.
Dessa forma, percebi como o texto contribuiu para percebermos o quanto é necessário, nós enquanto educadores, estarmos adaptados a realidade e as dificuldades apresentada dentro das escolas e valorizar os conhecimentos que os alunos já trazem de sua realidade. Repensar a escola dentro das diversidade sociais, tornado-a espaço agradável e inclusivo.
Um grande abraço a todos.

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